O Grupo de Psicologia Circulando é parceiro de escolas e empresas da cidade de Londrina e região e se compromete, para além dos atendimentos clínicos, em promover palestras, encontros e desenvolver projetos com as contribuições da Psicologia.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Orientação Vocacional


Ao iniciar uma primeira conversa com alguém, é normal que surjam perguntas como: qual é o seu nome? Onde você mora? Até que sempre chega: “o que você faz?” ou “qual é a sua profissão?”. Isto porque o trabalho ou profissão também nos define, diz sobre nossa identidade.
É importante pensar que as situações de trabalho atuais são muito complexas e gostar do que está fazendo influencia positivamente nessa relação, tornando-se mais fácil descobrir seus talentos e resolver problemas que em outras situações seriam considerados insolúveis. Por outro lado, uma escolha profissional inadequada pode gerar sensação de desprazer ou sentimento de frustração no trabalho.

Como fazer essa escolha?

Uma escolha que possa gerar realização pessoal depende de fatores como: aptidões, conhecimentos, interesses, valores, personalidade, família, entre muitos outros. Para a realização da escolha é importante deixar claro que algumas diferenças entre as pessoas não são características suficientes para enquadrá-las nessa ou naquela profissão. Cada um tem elementos e contextos únicos que levarão a uma escolha baseada em sua história de vida, suas relações com a família, amigos, escola, entre outros.
Sendo assim, é fundamental que o adolescente possa se reconhecer para entender quais são suas motivações pessoais relacionadas com a sua escolha profissional, o que é que realmente importa para ele, com o que ele quer trabalhar, para que, como, quando e onde. Depois disso, é importante pesquisar, procurar informações sobre diferentes profissões, conversar com vários profissionais e a partir disso procurar uma profissão que se encaixe com seus desejos.

Objetivos do processo de Orientação Vocacional são:

  • ·        Analisar junto aos adolescentes as motivações relacionadas com a escolha de uma carreira;
  •        Esclarecer, informar e apoiar o adolescente para que a escolha surja de uma decisão pessoal;
  •          Orientar o adolescente na procura de informação sobre carreiras;
  •          Abrir espaço para que os alunos possam elaborar questões referentes à dificuldade e importância inerentes a tal escolha e o ingresso à faculdade.
Serão necessárias 6 sessões com duração de 1 hora e 10 minutos realizadas na Clínica de Psicologia Circulando, no período de Julho à Agosto de 2012. As datas serão estabelecidas conforme a disponibilidade dos participantes.
O processo se encerra com a devolutiva em horário a ser marcado individualmente,
Investimento: R$ 150,00 por participante.
As inscrições serão realizadas até dia 15 de Julho por e-mail: circulandopsi@gmail.com ou pelos telefones:

(43) 3322-6354 / 9951-9839
(43) 3344-5807 / 8802-2988


Venha participar deste processo e faça uma melhor escola profissional!

Profissionais Responsáveis

Ana Cláudia Raymundi Spigai
Renata Ribas Baggio

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Em casa ou na escolinha???



Não é ruim que as mamães possam também combinar sua vida profissional com a maternidade. Hoje em dia vemos cada vez mais cedo crianças na primeira infância indo para a escolinha, tendo babá ou familiares assumindo alguns cuidados enquanto as mães retomam sua rotina de trabalho.
Mas alguns cuidados são necessários neste momento, este que para algumas mães causa uma série de questionamentos e angustias. Então surgem as dúvidas: deixar na escolinha, com familiares ou babá? Poderão surgir alguns desconfortos quanto à escolha a partir de críticas a cada opção, porém é importante que os pais estejam seguros da escolha que fizeram para seu filho(a). É essencial que os pais possam avaliar o que consideram o melhor para a criança, procurando pontuar o que se identifique com certos valores que lhe são próprios de sua família, costumes e educação.
Reflexos desta escolha aparecem, por exemplo, na escolinha. Se os pais confiam nesta, sentirão segurança na separação e esse sentimento será percebido pela criança que lidará melhor com a nova situação, assim como por meio de uma babá escolhida por aqueles. É sempre bom que os pais possam conhecer o espaço físico da escolinha, ter uma conversa com a direção, com a psicóloga da instituição a fim de conhecer o trabalho e como este é realizado.
Vemos uma preocupação maior nos dias de hoje sobre a iniciação da alfabetização, porém a criança na primeira infância requer alguns cuidados e uma atenção diferenciada nesta etapa importantíssima. Este primeiro momento se trata do processo de adaptação para a criança e até mesmo para seus pais, no caso da criança permanecer na escolinha fatores como a sociabilidade desta e questões acerca da rotina terão uma atenção especial em que por meio do brincar a criança terá um espaço de reconhecimento de si, sobre suas ações com outras crianças, descobrimentos que são positivos para a auto-estima e para esta se sentir mais segura.
Conversas anteriores com a criança sobre o que a espera nesse novo ambiente que fará parte de seus dias também é de grande valia, sobre o lugar, a tia, o tempo que poderá brincar com os novos coleguinhas até que o busquem de volta...
Caso, neste momento, houver sentimentos de culpa, insegurança, ansiedade e pensamentos ruins que passem a fazer parte de suas preocupações pode-se fazer útil uma conversa com a psicóloga da escola, ou um acompanhamento psicoterapêutico direcionado para suas próprias angústias. Assim como, no caso da criança demonstrar reações e comportamentos estranhos à mudança ocorrida.


Thaís Gonçales
CRP 08/15172

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

2012 - Um novo recomeço!!!


É bastante comum no discurso das pessoas o ano novo significar a possibilidade de novos percursos, promessas, indagações. O que pode contribuir para que tais pensamentos e motivações sejam alcançadas, pelo decorrer do ano, parece ter a ver com o empenho de cada sujeito, com o desejo de fazer algo diferente a partir de uma nova forma de lidar com as relações sociais, vida profissional, laços familiares.
Para muitos a virada de um ano acaba sendo apenas uma constatação de que o tempo passa, de um novo calendário, de uma nova agenda, de um dia que acaba e se inicia outro. Mas para outros não é só isso, o mundo ao redor pode continuar sendo o mesmo que anteriormente, mas tais passagens de ano parecem trazer consigo fundamentos simbólicos que carregam esperanças e propiciam questionamentos, mudanças de postura.
O objetivo de dizer de tal ponto no Blog Circulando gira em torno do fato de que inovações nos parecem oportunas e dizemos disso em outros momentos nos nossos artigos. Como buscar tais mudanças?
O Grupo de Psicologia Circulando oferece tal perspectiva de busca pensando na psicoterapia, na análise pessoal, que se dá a partir de uma iniciativa do sujeito e pode possibilitar avanços não somente nas viradas do ano, mas quando se achar necessário e adequado para si próprio cuidar de si mesmo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fala é a mesma coisa que linguagem?


O Sistema comunicativo envolve vários aspectos e na clínica da infância  é importante compreender como se dá a articulação dos aspectos globais do desenvolvimento, sendo eles cognitivos, sociais ( interação, linguagem e fala), afetivos, psíquicos e biológicos. A identificação precoce de problemas nas aquisições de linguagem e da fala se tornam relevantes pois pode estar relacionada a outras inabilidades sociais  emocionais e comportamentais da criança. A Linguagem e a fala se relacionam, mas não se trata da mesma coisa. A linguagem é muito mais ampla e se refere a todo sistema de expressão e recepção da informação e também da constituição subjetiva da criança. Consiste em compreender e ser compreendido. A linguagem faz parte do dia a dia da criança e tem inicio antes do nascimento e ao nascer está presente nesse “intercâmbio com aparência de diálogo” nas atitudes, no sorriso, nas expressões faciais, nos gestos e olhares, nas vocalizações, no balbucio, nas palavras, nas frases e no contexto da interação com o adulto. Isso vai acontecendo gradativamente através dos hábitos e rotinas de vida diária, das atividades psicomotoras, aprendizado e socialização. A  criança vai organizando suas experiências de aprendizagem, a partir do que lhe é significado.
A fala diz respeito à integridade do órgão que coloca em exercício a função “falar”, ou seja, a musculatura do sistema sensório-motor oral, como: lábios, língua, bochechas e o palato  cuja movimentação produzirá os sons das palavras. Neste caso, se as funções de sucção, mastigação, respiração forem bem desenvolvidas facilitarão a aprendizagem e o desenvolvimento da fala. Temos que pensar então em possibilitar o exercício dos órgãos que colocam a fala em atividade através dos sons. O tipo de dieta e os hábitos orais como a chupeta e mamadeira são fatores que podem levar a uma dificuldade fonoarticulatória. O ideal é que através da mastigação dos alimentos a criança possa exercitar os músculos da fala.
A aquisição e desenvolvimento da linguagem e da fala se tornam uma expressão reveladora dos processos constitutivos e construtivos da criança, e não acontece de forma independente, mas sim associada a uma série de mudanças no comportamento da criança, as quais vêm acompanhadas do surgimento de condutas simbólicas e outras transformações relacionadas á forma de compreender e interagir com o mundo. O entendimento dessas diferenças pelos pais e profissionais possibilita um diagnóstico mais apropriado sobre o desenvolvimento da fala e da linguaguem.

                                                              Maria Tereza Betti Rodrigues
                                                                        Fonoaudióloga CRFª 6084 RJ-PR

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Era uma vez...



...Numa terra muito, muito distante, príncipes e princesas que vivem conflitos, mas que vencem suas dificuldades e viverão felizes para sempre!
Os conteúdos dos contos de fadas dizem respeito a conflitos internos inerentes ao ser humano, como a luta entre o bem e o mal, o envelhecimento, a inevitabilidade da morte, perdas, antecipam frustrações... Que em qualquer que seja o momento social afligem o ser humano. Não é em vão que estas histórias ainda permanecem no imaginário dos adultos e são transmitidas por gerações, elas oferecem desfechos otimistas e que possibilitam de forma inconsciente uma nova saída para o sofrimento.
A partir dessas histórias a criança se identifica com a trama, com seus conflitos internos que lhes causam angústias e medos e assim como nos sonhos pode ter a possibilidade de elaborar e solucionar em fantasia algumas questões inconscientes que possui.
Além disso, diante do pedido que lhe contem novamente a mesma história, repetidas vezes, há a confirmação do conteúdo que ela está processando, ela precisará dessa confirmação até que seus conflitos internos estejam solucionados e assim, poderá deixar de solicitar aquela estória.
Este mundo mágico e distante onde se pode contar com novas possibilidades e lógicas distanciam as crianças de suas realidades onde podem ter a oportunidade de expressar suas dificuldades emocionais de forma protegida exteriozando-as nos personagens.
A contação de histórias pode se tornar também um momento prazeroso entre pais, escola e crianças sendo importante ainda para a construção da subjetividade e criatividade da criança e oferecendo um espaço para elaboração de seus conflitos e organização de seus sentimentos.

Thaís Gonçales
CRP 08/15172

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A Adolescência e o Sujeito

       A adolescência por si só já se caracteriza um momento do desenvolvimento de enfrentamento de dificuldades, pois a sociedade define um sujeito que não é mais parte do mundo da infância, mas que ainda não pode também responder desde o lugar de um adulto. Este adolescente tem como notícias na sociedade atual que deve encarar mudanças de relações, de corpo, de mundo e deve se sentir bem com isso, pois ainda não é um adulto por completo não tem sérias responsabilidades para arcar, mas também não pode ter os ganhos de comprometer-se como um sujeito adulto.
               Segundo Calligaris (2009), o adolescente se define como aquele que já foi preparado, durante o período de 12 anos de vida, para competir numa sociedade de ideais de vida já bem estabelecidos, como ter trabalho, ser desejável e buscar sucesso, mas apesar de ter corpo e espírito para iniciar tais conquistas ainda não é reconhecido fazendo parte de tal competição.
               Na maioria das vezes ainda não fica claro para este sujeito como foram as perdas das relações vividas na infância, na família, na escola, no social. Tais perdas significam uma ausência da segurança de amor referenciado a uma criança, que existia ali antes do corpo mudar, que solicitava proteção e mostrava-se dependente do adulto.
               É nessa lacuna que o adolescente da sociedade contemporânea se encontra, já acostumado a tal condição de passividade, de espera de uma vida adulta que um dia possa chegar, mas o que pode definir tal transição?
               Tal indefinição do que o adolescente precisa conquistar para entrar na vida adulta é o que mais parece causar desconfortos nestes sujeitos que ainda mostram-se dependentes dos adultos no quanto devem se lançar para o mundo, como poder entender das regras e leis sociais, e vivem um período de contestação aguda na tentativa de se apropriarem deste lugar no mundo dos adultos.

                                                                                              Renata Ribas Baggio
                                                                                              CRP: 08/11693

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O que é Inconsciente?

            Para a Psicanálise, o Inconsciente designa um dos sistemas do aparelho psíquico definido por Freud, que se constitui de conteúdos censurados ou reprimidos, ou seja, conteúdos aos quais foi negado o acesso ao plano da consciência, por se tratarem sempre de algo penoso para o indivíduo. É independente da Consciência, e dotado de atividade própria, com suas próprias leis e regras. Assim, o Inconsciente é tido como responsável pelos comportamentos e atitudes dos indivíduos, assumindo que estes não dependem apenas das escolhas conscientes. Isto explica o porquê de muitas vezes fazermos o que não queremos, ou não conseguirmos fazer o que queremos.
Ao definir o Inconsciente, Freud definiu também o Consciente, que diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento e o Pré-Consciente, que diz respeito aos conteúdos que não estão sendo pensados ou vividos, mas podem chegar facilmente à consciência.
Esse Inconsciente tópico, como uma instância psíquica é o que vem a separar definitivamente a Psicanálise das outras áreas do saber, principalmente da psiquiatria, da neurologia e da psicologia.
Os conteúdos inconscientes não têm acesso à consciência, sendo controlados por uma espécie de censura. Porém, pode se revelar à esta (à consciência) de forma disfarçada através de sonhos, jogos de palavras, chistes (brincadeiras), atos falhos (comportamentos inesperados), lapsos de linguagem, associação livre de idéias (fala livre sem crítica e preocupação com a coerência), etc. Temos como exemplos: chamar uma pessoa pelo nome de outra, o fato de dizer uma palavra fora do contexto sem entender o motivo, ter atitudes não planejadas ou dizer algo que sabemos que não podíamos ter dito, cometendo “gafes”. É comum após estas escapadas do Inconsciente as pessoas questionarem porque fizeram ou disseram algo que as levou à uma situação embaraçosa.
Todos nós, portanto, funcionamos por meio do Inconsciente. A Psicanálise foi desenvolvida inicialmente por Freud e tem por objetivo dar a conhecer às pessoas seus próprios conflitos emocionais inconscientes. Depois de superar algumas resistências ou repressões, pode-se então “decifrar” o Inconsciente. É a partir desta análise que, ao levar o sujeito a tomar conhecimento dos elementos concretos de seu Inconsciente, o torna responsável por seus atos e então, o possibilita saber sobre seus reais desejos e escolher o que fazer com eles. 

                                      Ana Cláudia de Souza Raymundi Spigai
                                      CRP: 08/13610